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Jorge Prata Ribeiro

O António Júlio como meu amigo era um homem de alma cheia… A palavra Amigo tinha para ele um significado profundo! O Amigo era um ente querido que tinha sempre o seu apoio sobretudo quando estava na “mó de baixo”! Nunca deixava um amigo para traz!

Era um Homem com uma grande sensibilidade! Sempre que nos encontrávamos o seu cumprimento era…”Então! está tudo em ordem como a desordem? “

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Na “desordem” de um “Calhau” via a “ordem” de uma escultura que tinha em mente! Isto prova a sua sensibilidade artística! Muitas vezes quando combinávamos encontrar-nos no café e ele chegava primeiro, muitas vezes encontrava-o com a caneta dele especial a fazer “rabiscos” nos guardanapos do café.

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Era um homem que sabia ouvir, que sabia dizer o que os amigos precisavam de ouvir, na hora certa!

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Se há pessoas na minha vida que considero como integro e amigo o António Júlio está em primeiro lugar nessa lista!

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Acompanhei o António Júlio nos últimos momentos difíceis! Sei o que sofria mas estava sempre com um sorriso de agradecimento por estarmos ali ao pé dele! Mesmo quando lhe apetecia estar sem ninguém!

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Termino com uma frase que lhe era muito querida! O meu agradecimento por ter sido meu amigo!

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 Bem-haja!

© Luis Espada 2021

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